Ganhar, gastar, guardar

por Denyse Godoy

 

Opine sobre a atuação das agências de classificação de risco no Brasil

Na distribuição de culpas pela crise de 2008 nos EUA, as agências de classificação de risco levaram a sua parte.

Responsáveis por avaliar a sanidade de empresas e aplicações e fornecer pareceres para auxiliar investidores nas suas decisões, essas consultorias privadas foram acusadas de negligência no seu serviço por certificarem como de boa qualidade ativos podres, os quais acabaram virando pó na mão de quem os havia comprado.

Por isso, diversas nações têm lançado propostas para regular melhor a sua operação.

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão que organiza e supervisiona o funcionamento do mercado de capitais no Brasil, abriu no finalzinho do ano passado uma consulta ao projeto de normatização da atuação das agências no país.

As regras dizem respeito à divulgação de estudos sobre clientes e outros aspectos da atividade, a fim de evitar práticas como a chamada "rating shopping", quando uma companhia contrata várias instituições e só adota a nota maior.

E por que o pequeno investidor deveria dar a sua opinião sobre o assunto?

Responde Flavia Mouta Fernandes, superintendente de desenvolvimento de mercado da CVM: "O principal objetivo da iniciativa é aumentar a transparência das informações apresentadas pelas agências. Os relatórios elaborados por tais instituições são referência tanto para quem administra seus recursos por conta própria como pelos gestores de fundos. Frisamos, porém, que essas análises são apenas um instrumento a utilizar na avaliação de oportunidades de investimento".

Para participar, é preciso consultar a minuta de instrução no site http://www.cvm.gov.br/port/infos/Comunicado%20ao%20mercado%20ratings%2022-12-2011.asp e enviar as sugestões pelo email audpublica1611@cvm.gov.br.

A audiência pública vai até 23 de janeiro.

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Escrito por Denyse Godoy às 23h40

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Vale a pena fazer empréstimo para pagar as despesas de começo de ano?

Muitos bancos abrem, nesta época, linhas especiais de financiamento para as contas típicas do primeiro bimestre, como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e as relacionadas a educação.

Algumas modalidades de empréstimo já têm limites pré-aprovados para os correntistas, que podem requerer os recursos pelo caixa eletrônico, pelo telefone ou pela internet.

Outras devem ser solicitadas ao gerente –mas sempre se trata do tipo crédito pessoal, ou seja, o dinheiro é liberado sem a necessidade de comprovação do destino que lhe será dado.

Não há nenhuma diferença entre esses novos produtos e os que estão disponíveis regularmente.

As taxas de juros até podem começar em um nível mais baixo, porém o custo verdadeiro será definido pela ficha do cliente. Quanto melhores o seu relacionamento com a instituição financeira e o seu histórico de pagamento, menores as tarifas dele cobradas, em qualquer ocasião.

Caso não se tenha condições de liquidar os gastos sazonais à vista, tomar um empréstimo deve ser a última alternativa a considerar no enfrentamento desses valores, entretanto. Dívidas feitas agora costumam atrapalhar bastante a família nos meses seguintes.

Então, o indicado é buscar encaixar esses boletos no orçamento normal e aproveitar o parcelamento sem juros que as prefeituras e os governo estaduais oferecem para os tributos, cortando despesas que não são prioridade –a fim de sofrer menos, encare tais restrições como temporárias apenas. 

As escolas também aceitam fazer a matrícula em prestações, e dá para dividir o material escolar sem acréscimos no cartão de crédito ou no cheque pré-datado.

Os abatimentos para quem quita tais compromissos de uma vez só são pequenos demais comparados aos encargos dos empréstimos e as multas em caso de atraso.

Por exemplo, a Secretaria da Fazenda paulista agracia o proprietário de carro ou moto que opte pela cota única do IPVA com uma redução de 3%, enquanto uma linha especial de crédito criada neste momento tem juros de 4% ao mês, em média.

Se a única opção for pegar um empréstimo, recomenda-se pesquisar todas as ferramentas existentes em vários bancos, não apenas naquele do qual se é correntista. O consignado, com desconto em folha de pagamento para aposentados e assalariados, geralmente é mais barato, com taxas entre 1% e 2% ao mês. O crédito das cooperativas criadas em empresas, sindicatos e outras entidades de trabalhadores também é atraente.

Escrito por Denyse Godoy às 11h04

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denysegodoy Elaborado pela jornalista Denyse Godoy, o blog trata da economia da vida real.


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