Ganhar, gastar, guardar

por Denyse Godoy

 

Com atuação do Banco Central para segurar cotações, dólar vai mesmo parar de cair?

Depois de atingir R$ 1,9008 em setembro de 2011, a maior cotação em dois anos, o dólar comercial passou a recuar aceleradamente –só no mês passado sofreu uma baixa de 7,2%.

Quem tem viagem internacional programada fica torcendo para que continue a desvalorização, é claro.

Mas, observando tal movimento, o Banco Central –que regula e supervisiona o mercado–, passou a comprar divisas a fim de tentar segurar as cotações. Hoje, realizou mais um leilão com esse objetivo.

A intenção dessa medida é preservar o valor das exportações brasileiras e impedir que produtos estrangeiros invadam o país.

Para os operadores de câmbio, o governo quer estabelecer um piso informal para o dólar em R$ 1,70. O teto ficaria perto de R$ 1,90, nível em que o BC começou a vender divisas, no ano passado, em operações opostas às que tem realizado no momento.

Considerar esse como o intervalo de oscilação das cotações pode ajudar os turistas a se planejar.

"Os limites parecem bem claros. Aos meus clientes tenho dito que é pouco provável que a divisa volte a R$ 1,50 ou mesmo R$ 1,60, como em 2011. Quem tiver condições pode aproveitar para ir comprando aos pouquinhos até a data da sua partida", diz Fernando Bergallo, gerente da corretora TOV.

Há um argumento poderoso a favor de baixas adicionais, porém. O fluxo de entrada de recursos anda bastante forte: em janeiro, foi o maior em quatro meses.

"Surgiu uma luz no fim do túnel para a Europa e os EUA dão sinais de recuperação. Assim, os grandes investidores que fugiram do Brasil já estão voltando, para recuperar o que deixaram de ganhar no tempo em que se afastaram", afirma Reginaldo Galhardo, gerente da corretora Treviso. "A tendência, portanto, é que o dólar caia mais, sim."

Quando a divisa alcançou R$ 1,50, no início do ano passado, só a intervenção do BC não foi suficiente para conter a queda. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, precisou aumentar os impostos para tornar as transações financeiras menos atraentes para os grandes investidores de outras nações.

Nesta quarta-feira, apesar da aquisição realizada pela autoridade monetária, a cotação recuou 0,34%, a R$ 1,718.

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DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU DINHEIRO

Escrito por Denyse Godoy às 19h51

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Dell, Ford, LinkedIn, Philip Morris, Netflix e Verizon agora estão na Bolsa brasileira. Mas não se anime

Além das empresas citadas, Amgen, Comcast, Halliburton e Qualcomm também passaram a ser negociadas hoje na BM&FBovespa, sob a forma de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) não patrocinados.

Esse título é um comprovante de que as ações encontram-se em posse do banco credenciado para tal função –no caso, o Citibank. As companhias não se responsabilizam pelas transações e nem são obrigadas a seguir as regras brasileiras.

Por esse motivo, pequenos investidores não podem comprar os papeis. A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), autarquia que regula e fiscaliza o mercado, coloca tal restrição como medida de cautela.

Desde que os BDRs surgiram, em outubro de 2010, a Bolsa diz que esses ativos estarão ao alcance dos participantes de menor porte em fundos de investimento criados por bancos. Até o momento, entretanto, nenhuma instituição criou um produto do gênero.

O Bradesco já pediu autorização para estruturar essa ferramenta, a ser oferecida a clientes que apliquem ao menos R$ 300 mil. Atualmente, só quem tem no mínimo R4 1 milhão consegue aproveitar a oportunidade.

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DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU DINHEIRO

Escrito por Denyse Godoy às 13h33

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AGENDA: Cursos e palestras para aprender a cuidar melhor do seu dinheiro

Confira as oportunidades de aprendizado sobre finanças pessoais oferecidas por diversas instituições:

---PRESENCIAIS---

BAHIA

Salvador

10/02, das 11h às 18h
Palestra: Opere ao vivo
Organização: Rico, homebroker da corretora Octo Investimentos, e Proinvestors
Local: Sede da Proinvestors - Avenida Tancredo Neves, 3343 - salas 301 e 306 - Pituba
Custo: R$ 240 para clientes e R$ 330 para não clientes
Mais informações: http://www.rico.com.vc/; telefones (71) 3419 2575 e (71) 3419 2572


PARANÁ

Curitiba

10/02, das 18h às 23h
Curso: Avançado de operações com ações e opções
Organização: Corretora Walpires
Local: Hotel Transamérica Batel - Avenida do Batel, 1732 - Batel
Custo: R$ 750 em até três vezes
Para participar: Inscreva-se pelo site http://www.seuconsultorfinanceiro.com.br/cursosPresencial_Curso.php?idPai=15&idFilho=348#


RIO DE JANEIRO

Rio de Janeiro

07/02, das 18h30 às 20h30
Palestra: Invista no mercado financeiro
Organização: UM Educacional
Local: Sede da UM Investimentos - Praça XV de Novembro, 20 - Centro
Custo: gratuito
Para participar: Inscreva-se pelo e-mail palestrasrj@umeducacional.com.br
Mais informações: www.umeducacional.com.br; telefones (21) 2508 3939 e (21) 2508 3946


SÃO PAULO

São Paulo

07/02, das 9h às 12h
Palestra:
 Aposentadoria sem dívidas
Organização: Instituto Dsop de Educação Financeira
Local: Sede do Dsop - Avenida Paulista, 726, conjunto 1210 - Bela Vista
Custo: gratuito 
Para participar: Inscreva-se pelo telefone (11) 3177 7800 ou pelo email dividas@dsop.com.br
Mais informações: http://www.dsop.com.br/agenda.html?controller=simplecalendar&view=detail&id=460

08 e 09/02, das 18h30 às 22h30
Curso: Aprenda a investir com facilidade
Organização: UM Educacional
Local: Filial da UM Investimentos em São Paulo - Av. Chedid Jafet, 222 - Vila Olímpia
Custo: R$ 350 (em até 12 vezes sem juros ou à vista com desconto)
Para participar: Inscreva-se pelo e-mail cursos@umeducacional.com.br
Mais informações: www.umeducacional.com.br; (11) 3525 3478

11/02, das 8h30 às 17h30
Curso: Análise fundamentalista de empresas
Organização: Consultoria Comdinheiro e FIA (Fundação Instituto de Administração)
Local: Unidade FIA Butantã - Rua José Alves da Cunha Lima, 172 - Butantã
Custo: R$ 1.000 (em duas vezes iguais ou com 10% de desconto à vista)
Para participar: Inscreva-se pelo site http://www.fiaefinancas.com.br/mod/resource/view.php?id=52
Mais informações:  fiaefinancas@fiaefinancas.com.br; (11) 3732 2002

11/02, das 8h30 às 20h
Curso: Formação de educador financeiro Dsop
Organização: Instituto Dsop de Educação Financeira
Local: Sede do Dsop - Avenida Paulista, 726, conjunto 1210 - Bela Vista
Custo: R$ 3.500,00 
Para participar: Inscreva-se pelo telefone (11) 3177 7800
Mais informações: http://loja.dsop.com.br/cursos-presenciais/educador-financeiro.html

13 e 14/02, das 19h às 22h30
Curso: Educar Família – planejamento de orçamento e investimentos
Organização: BM&FBovespa
Local: Sede da Bolsa – Rua XV de Novembro, 275 - Centro
Custo: gratuito
Para participar: Inscreva-se pelo site www.bmfbovespa.com.br/cursos

28 e 29/02 e 01 e 02/03, das 19h às 22h30
Curso: Valuation - Análise de empresas para investimentos
Organização: Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais)
Local: Sede da Apimec - Rua Líbero Badaró, 300, 2o. andar - Centro
Custo: R$ 800 para associados Apimec e R$ 1.100 para não-associados
Para participar: Inscreva-se pelo email eventos@apimecsp.com.br ou pelo telefone (11) 3107 1571
Mais informações: No site http://www.projup.com.br/arq/121/arq_121_219470.jpg


---À DISTÂNCIA---

A partir de 10/02 (Inscrições até 09/02)
Curso: Aprenda a administrar seu dinheiro
Organização: Prof. Elisson de Andrade
Custo: gratuito
Para participar: Acesse o site http://profelisson.com.br/cursosonline/como-organizar-sua-vida-financeira/

10/02, das 18h30 às 20h30
Curso: Introdução ao mercado financeiro
Organização: UM Educacional
Custo: R$ 50,00
Para participar: Inscreva-se pelo e-mail cursos@umeducacional.com.br
Mais informações: www.umeducacional.com.br; (11) 3525 3478, (21) 2508 3939 e (21) 2508 3946

10/02, das 18h30 às 20h30
Curso: Análise gráfica sem mistério
Organização: UM Educacional
Custo: R$ 50,00
Para participar: Inscreva-se pelo e-mail cursos@umeducacional.com.br
Mais informações: www.umeducacional.com.br; (11) 3525 3478, (21) 2508 3939 e (21) 2508 3946

Permanente
Cursos: Finanças pessoais e mercado de ações (vários)
Organização: BM&FBovespa
Custo: gratuito
Para participar: Acesse o site http://www.bmfbovespa.com.br/pt-br/educacional/cursos/cursos.aspx?idioma=pt-br

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DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU DINHEIRO

Escrito por Denyse Godoy às 23h18

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É hora de renegociar a mesada!

A conquista de metas e a assunção de novas funções estão entre os motivos que levam os adultos a pedir aumento de salário aos seus chefes.

Para as crianças, a volta às aulas é o momento de batalhar por uma elevação da mesada, porque os preços dos quitutes na lanchonete da escola subiram ou a sua vida social será incrementada.     

"Os pais devem aproveitar essa riquíssima oportunidade para ajudar seus filhos a pensar o valor do dinheiro e com ele criar uma relação salutar", diz Reinaldo Domingos, presidente do instituto de educação financeira Dsop.

Assim, o processo de readequação dos valores, conforme ensinam os especialistas a seguir, precisa ter a participação das crianças e dos adolescentes em todas as etapas:

1 – Levante as fontes de dinheiro dos filhos
Muitas vezes, nem os responsáveis diretos conversam entre si sobre os montantes dados semanal ou mensalmente –e os estudantes ainda costumam pedir recursos para tios e avós.
Então, é essencial acertar com todos os familiares as quantias e as ocasiões de presente a fim de organizar corretamente o orçamento.

2 – Defina o destino e a freqüência da mesada
O lanche no intervalo das aulas, a condução, o cineminha no final de semana, a reposição do material escolar...
Cada família estabelece como julgar adequado as despesas que serão cobertas pela verba dada aos filhos e a periodicidade. (Para crianças menores de onze anos, recomenda-se que seja semanal. Depois, adota-se intervalos maiores.)
"Mais importante que os detalhes é o acordo, sobre o qual a vida financeira dos jovens será construída", ensina Domingos.

3 – Pesquise os preços dos itens usualmente comprados pelos filhos
O objetivo da medida é avaliar quanto os custos dos jovens realmente subiram, pois tomar como referência as próprias despesas é um equívoco que muitos pais cometem. Não se pode imaginar que o gasto do estudante com merenda é o mesmo de um almoço em um restaurante perto do escritório.
Visitando a cantina da escola e as papelarias, dá para se envolver mais com a realidade dos jovens. "Além de falar sobre dinheiro, essa é uma chance de discutir a alimentação dos filhos e propor soluções gostosas e saudáveis", lembra a educadora financeira Cássia D’Aquino.

4 – Questione outros pais sobre os valores
Os montantes praticados em outras famílias ajudam a estabelecer parâmetros. Não é bom ficar muito abaixo ou acima da média.

5 – Revise as contas para eliminar excessos
Por exemplo, mudar de plano de celular e ir ao cinema em dias alternativos melhoram os gastos. Trata-se de uma boa lição a ensinar. 

6 – Estabeleça uma negociação de verdade
Colocando todos os dados reunidos sobre a mesa, peça que as crianças e adolescentes justifiquem o pedido de reajuste e convençam seus responsáveis sobre suas necessidades.

7 – Conceda, como aumento, um valor intermediário
Fixe a nova mesada em cerca de 85% do montante indicado pelos cálculos realizados, o que vai obrigar os filhos a encontrar maneiras de economizar para esticar os recursos.

8 – Fale sobre crédito
Não, não é muito cedo.
"A caderneta da cantina está para os estudantes como o cartão de crédito está para os adultos, dando a falsa impressão de que se pode ter tudo o que se deseja na hora que se quer", afirma Cássia. "As crianças metem os pés pelas mãos de forma grave, porque sua capacidade de abstração está em desenvolvimento."
Nesse sentido, uma boa ideia é sugerir que o filho divida seus recursos em partes e carregue consigo somente o que pretende gastar naquele dia –fica mais fácil se controlar e compreender a finitude do dinheiro.

9 – Incentive o hábito de anotar ganhos e gastos
Tão simples, o costume de registrar em um caderno o dinheiro que entra e as suas despesas é a semente de um futuro financeiro feliz.

Como você resolve as questões de mesada com seus filhos? Deixe um comentário! Sorriso

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Escrito por Denyse Godoy às 09h42

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denysegodoy Elaborado pela jornalista Denyse Godoy, o blog trata da economia da vida real.


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