Ganhar, gastar, guardar

por Denyse Godoy

 

Despesas

Empresas já começaram a enviar os comprovantes de quitação das contas de 2011

A lei federal 12.007, de julho de 2009, obriga as companhias que mantêm relacionamento perene com o consumidor a remeter aos seus clientes em maio o certificado de quitação das contas do ano anterior, mas muitas prestadoras de serviço já estão mandando o comprovante.

Geralmente, o atestado aparece como uma inscrição na fatura regular, não é enviado à parte.

Esse resumo substitui os recibos individuais de pagamento –de cartão de crédito, água, luz, academia de ginástica, escola de idiomas, TV a cabo, internet, plano de saúde, etc– para que o usuário possa se desfazer do excesso de papelada referente aos meses de 2011.

Quem não receber o documento pelo correio deve solicitá-lo à empresa.

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Escrito por Denyse Godoy às 22h39

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Nova tecnologia permite pagar compras na internet parceladas no boleto bancário

Atualmente, compras realizadas em lojas virtuais só podem ser parceladas no cartão de crédito. A quem não possui o plástico, prefere não utilizá-lo na internet pelo medo de fraudes ou simplesmente não quer comprometer o seu limite por muitos meses resta apenas pagar com boleto bancário, à vista.

Um novo sistema criado pela administradora iVarejo agora vai possibilitar que os consumidores fracionem os valores em prestações também utilizando os bloquetos.

A solução –oferecida aos estabelecimentos pela desenvolvedora de programas para comércio eletrônico Braspag– trata, essencialmente, de deixar as faturas mais confiáveis para que os varejistas se sintam seguros em disponibilizar tal opção para seus clientes.

Os especialistas estimam que, hoje, de cada cem compras realizadas com boleto, entre 40% a 45% deixam de ser concretizadas, pois o consumidor simplesmente não quita o documento –devido a esquecimento ou a desistência após uma compra por impulso. O envio do produto depende, claro, do pagamento, por isso as empresas sentiam dificuldade em imaginar um modelo que permitisse dividir os montantes em bloquetos ao longo de determinado período.

"Esse instrumento permitirá um salto nas vendas das lojas on-line", diz Luís Lima, diretor comercial da Braspag.

A fim de fazer parte da nova plataforma, o boleto deve ser formalmente registrado na instituição bancária, lastreado na nota fiscal do produto, e conter informações como os juros a serem cobrados em caso de demora na quitação.

"E, antes de fechar a operação, o cliente tem o seu histórico de pagamento levantado e minuciosamente estudado para a aprovação do cadastro", explica Luiz Otávio de Almeida Carneiro, presidente da iVarejo.

Cada site estipulará as próprias regras para as suas transações, mas a expectativa é que definam uma porcentagem de entrada e entreguem a mercadoria depois da liquidação da primeira fatura.

Acionando a central de atendimento da administradora, os consumidores conseguem consultar os documentos pendentes e solicitar a segunda via, quando necessário.  

A ferramenta, que pode ser empregada por lojas do mundo real e nas vendas de porta em porta, possui a vantagem, para os comerciantes, de custar menos do que o cartão de crédito. Entretanto, significa assumir totalmente o risco da operação, como na aceitação de cheques pré-datados.

Caso o cliente atrase a quitação, vai a protesto e o seu nome é incluído no cadastro de inadimplentes.

Para os bancos, a iVarejo funciona como câmara de negociação dos boletos, intermediando o repasse das faturas que as instituições têm a receber.

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Escrito por Denyse Godoy às 14h07

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O que fazer quando se perde a casa em um acidente?

"Nossa vida virou pó."

Entre a tristeza e a indignação, um dentista contava ao canal de televisão Globo News, na manhã de hoje, que perdeu seu consultório –o qual dividia com um sócio– no desabamento do prédio onde a sala se localizava, no centro do Rio de Janeiro. Outros dois edifícios ruíram junto, ontem à noite.

A dor de quem sofre a morte de um parente ou amigo em um acidente como esse obviamente supera qualquer outro problema advindo de tal fatalidade, porém é impossível não se colocar no lugar do senhor grisalho que observava, perdido, os caminhões de entulho carregando os restos de 35 anos de trabalho: como agir quando uma tragédia destrói sua casa ou seu negócio?

Poucas pessoas têm uma reserva financeira que lhes permita reconstruir o seu lar ou ganha-pão do zero, se necessário. 

Seguros residenciais, obrigatórios de condomínio e empresariais costumam incluir na sua cobertura básica incêndios e explosões –por exemplo, as provocadas por vazamento de gás, como a que derrubou o restaurante Filé Carioca em outubro passado, também no centro da capital fluminense.

As apólices possuem faixas de indenização –e de preços– bastante amplas, por isso é importante fazer uma avaliação correta dos bens a serem protegidos antes da assinatura do contrato. Afinal, pouco adianta, na hipótese de perda total, contar com um instrumento que oferece apenas R$ 10 mil de compensação.

Muitas vezes, adquire-se seguros por uma ocasional sugestão do gerente do banco ou pela imposição do dono do imóvel ao seu locatário, e aí nem se lê direito a apólice.

Recomenda-se enfaticamente, então, tirá-la da gaveta e revisá-la periodicamente a fim de readequar suas condições à evolução do patrimônio em questão.

Desabamentos por falhas estruturais impressionam e sempre chamam a atenção devido à sua raridade. Por isso mesmo, pouquíssimas seguradoras permitem que o cliente coloque tal cobertura na sua apólice, a um custo bastante elevado.

É complicado atribuir culpas nessa situação; mas, apurando-se as responsabilidades, construtoras e a prefeitura podem ser processadas por danos materiais e morais.

A decisão da Justiça não vem, entretanto, com a urgência que as circunstâncias exigem.

Assim, a melhor orientação para tentar prevenir desastres é deixar a manutenção do imóvel em dia e participar ativamente do cotidiano do condomínio de perto para supervisionar as medidas tomadas pelo síndico e pela administradora.

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+ PARA ENTENDER DIREITO

Escrito por Denyse Godoy às 17h52

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Competição entre cartões pré-pagos de viagem beneficia o turista

Em 2011, os turistas brasileiros gastaram no exterior US$ 21,2 bilhões, 30% mais do que no ano anterior.

É de olho nessas impressionantes cifras que as principais bandeiras de cartões pré-pagos utilizados em viagens correm para melhorar seus produtos e os serviços agregados --em disputa, está o segundo melhor mercado potencial para tal instrumento de câmbio, atrás somente da China.

Observa-se nesse setor, nos últimos meses, o exemplo mais claro de como a competição favorece o consumidor no país.

Nas funcionalidades básicas, como reposição em caso de perda e segurança no uso, as ferramentas praticamente se equivalem. As inovações têm aparecido, então, no atendimento (e nos mimos) ao usuário e no recarregamento do plástico.    

Ansiosa por recuperar o tempo perdido, a American Express, última grande companhia a lançar um cartão desse tipo, em março do ano passado, é responsável pelo maior avanço do produto desde o seu surgimento: em parceria com o banco Itaú, o emissor, agora oferece a possibilidade de recarga diretamente da conta corrente, pelo internet banking, telefone ou celular. Normalmente, a operação envolve uma razoável burocracia, que consome até dois dias úteis e frustra quem está precisando de recursos extras durante o passeio fora. 

Outra prioridade para a companhia são os convênios com varejistas dos destinos favoritos dos brasileiros –Orlando, Miami e, em breve, Nova York–  para descontos em compras.

Um dos trunfos da Visa está na quantidade de moedas a serem colocadas. Junto com o banco Cruzeiro do Sul, permite ao interessado carregar seu plástico com qualquer divisa circulante no mundo, poupando o turista, dessa maneira, de conversões demasiadas, as quais acabam significando perda de dinheiro.

Também criou, com o banco Rendimento, um cartão VIP, chamado Platinum, que devolve ao cliente a diferença paga caso o turista a mesma mercadoria adquirida com o plástico encontre em outra loja  por valor menor e assegura os itens quanto a quebra e roubo no transporte até a residência.

O usuário de todas as categorias de plástico criadas por esse emissor conseguem, ainda, visualizar saldo e extrato de transações no iPhone e no iPad. Em março, a consulta estará disponível para tablets e celulares com sistema Android e para o BlackBerry.

Para os clientes do cartão da MasterCard, existe um programa de fidelidade que dá pontos a cada compra, os quais troca-se por brindes.

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+ INFORMAÇÕES SOBRE O CÂMBIO PARA VIAGENS

DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU DINHEIRO

Escrito por Denyse Godoy às 20h56

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Cinco dicas para economizar na compra de material escolar

Um apontador de lápis com depósito pode custar R$ 0,53 ou R$ 1,90. A borracha branca, R$ 0,23 ou R$ 0,60. O lápis preto número dois, R$ 0,40 ou R$ 1, segundo levantamento realizado pelo instituto de defesa do consumidor Procon na cidade de São Paulo.

No final da lista, a diferença pode ser bastante considerável.

Além de procurar em vários estabelecimentos os preços mais vantajosos, há outras maneiras de economizar na compra do material escolar:

1 – Pedir à escola a devolução dos itens não utilizados 
As instituições de ensino devem entregar, ao final do período letivo, os produtos que ficaram guardados nas suas dependências e não foram usados, como resmas de papel, potinhos de tinta e tubos de cola, empregados pelas crianças menores. Muitos pais reclamam, aliás, que os volumes solicitados têm sido exagerados. Então, além de aliviar a conta agora, o inventário desses artigos também ajuda a fundamentar os pedidos por listas mais austeras.

2 – Fazer um levantamento de todos os artigos em bom estado e organizar um bazar de troca com outras famílias
Principalmente os livros-texto são bem aproveitados pelos estudantes por várias turmas, porém não só. Compassos, réguas, tesouras, estojos, mochilas e outros equipamentos podem perfeitamente passar para outros alunos.   

3 – Reunir os pais e comprar no atacado
Mesmo que a papelaria não venda pacotes fechados, é possível negociar bons descontos na aquisição de quantidades maiores. Dependendo do tamanho do grupo, uma viagem de um ou dois representantes a uma loja de outra cidade, maior, vale a pena.   

4 – Pesquisar (e comprar) pela internet também
Geralmente, os estabelecimentos tradicionais cobrem as ofertas estampadas nos sites.

5 – Comprar agora somente o que será usado no primeiro semestre
Nesta época, os valores sempre ficam inflacionados. Deixar para completar a lista em abril ou maio compensa, inclusive porque vai dar para ter uma ideia mais precisa do que será efetivamente utilizado.

Qual é a sua estratégia para gastar menos com o material escolar? Deixe um comentário! Sorriso

ATUALIZAÇÃO: Caríssimos leitores, este texto saiu originalmente em 16 de janeiro, mas, por erro meu, foi apagado por engano. Estou republicando agora; infelizmente, não consegui recuperar os comentários. Desculpem minha inépcia. 

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+ INFORMAÇÕES EM MERCADO

+ DICAS PARA CUIDAR BEM DO SEU DINHEIRO

Escrito por Denyse Godoy às 18h57

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Vale a pena fazer empréstimo para pagar as despesas de começo de ano?

Muitos bancos abrem, nesta época, linhas especiais de financiamento para as contas típicas do primeiro bimestre, como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e as relacionadas a educação.

Algumas modalidades de empréstimo já têm limites pré-aprovados para os correntistas, que podem requerer os recursos pelo caixa eletrônico, pelo telefone ou pela internet.

Outras devem ser solicitadas ao gerente –mas sempre se trata do tipo crédito pessoal, ou seja, o dinheiro é liberado sem a necessidade de comprovação do destino que lhe será dado.

Não há nenhuma diferença entre esses novos produtos e os que estão disponíveis regularmente.

As taxas de juros até podem começar em um nível mais baixo, porém o custo verdadeiro será definido pela ficha do cliente. Quanto melhores o seu relacionamento com a instituição financeira e o seu histórico de pagamento, menores as tarifas dele cobradas, em qualquer ocasião.

Caso não se tenha condições de liquidar os gastos sazonais à vista, tomar um empréstimo deve ser a última alternativa a considerar no enfrentamento desses valores, entretanto. Dívidas feitas agora costumam atrapalhar bastante a família nos meses seguintes.

Então, o indicado é buscar encaixar esses boletos no orçamento normal e aproveitar o parcelamento sem juros que as prefeituras e os governo estaduais oferecem para os tributos, cortando despesas que não são prioridade –a fim de sofrer menos, encare tais restrições como temporárias apenas. 

As escolas também aceitam fazer a matrícula em prestações, e dá para dividir o material escolar sem acréscimos no cartão de crédito ou no cheque pré-datado.

Os abatimentos para quem quita tais compromissos de uma vez só são pequenos demais comparados aos encargos dos empréstimos e as multas em caso de atraso.

Por exemplo, a Secretaria da Fazenda paulista agracia o proprietário de carro ou moto que opte pela cota única do IPVA com uma redução de 3%, enquanto uma linha especial de crédito criada neste momento tem juros de 4% ao mês, em média.

Se a única opção for pegar um empréstimo, recomenda-se pesquisar todas as ferramentas existentes em vários bancos, não apenas naquele do qual se é correntista. O consignado, com desconto em folha de pagamento para aposentados e assalariados, geralmente é mais barato, com taxas entre 1% e 2% ao mês. O crédito das cooperativas criadas em empresas, sindicatos e outras entidades de trabalhadores também é atraente.

Escrito por Denyse Godoy às 11h04

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O que fazer com os créditos que sobraram no cartão pré-pago de viagem?

Antes de rumar ao exterior, o turista fica sempre perseguindo o melhor momento para comprar divisas estrangeiras, a fim de evitar acréscimos de dois ou três centavos nos preços.
 
Mas prejuízo mesmo é voltar ao Brasil com saldo não gasto no cartão pré-pago de viagem. Por exemplo, quem adquiriu a moeda americana antes do Natal pagou entre R$ 1,93 e R$ 1,97 pelo dólar. Se desejar resgatar agora algum montante do plástico, receberá em torno de R$ 1,75 --cerca de vinte centavos a menos, um valor que realmente faz diferença.
 
Nessa situação, para minimizar a perda, as opções são as seguintes:
 
1 - Guardar o cartão para as próximas jornadas
Trata-se de uma alternativa interessante especialmente no caso dos que pretendem ir a outro país novamente em até um ano. O dinheiro fica, dessa maneira, protegido de eventuais oscilações cambiais. Porém, existe o risco de a divisa se desvalorizar além do nível de venda atual.
É essencial checar, com a instituição emissora do plástico, qual é a validade dos créditos colocados e se é cobrada tarifa de inatividade. 
 
2 - Usar o cartão para fazer compras internacionais pela internet
Quase todos os pré-pagos oferecem essa funcionalidade. Sites de lojas do exterior aceitam esse plástico como se fosse um de crédito comum, debitando os montantes do saldo existente na hora.
 
Alguns instrumentos permitem ainda realizar operações em estabelecimentos comerciais no Brasil com o cartão. Entretanto, aí se faz a conversão da moeda existente no cartão para o real pela taxa de câmbio do dia, o que pode significar abrir mão de uma quantia.

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Escrito por Denyse Godoy às 11h14

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Leão pede até extrato bancário para comprovar despesa médica de quem ficou na malha fina

O passado foi o primeiro ano no qual a Receita Federal realizou o cruzamento dos dados sobre despesas de saúde prestadas no informe anual de ajuste do imposto de renda com a chamada Demed (declaração de serviços médicos), preenchida por clínicas e prestadores.

O que os cidadãos que ficaram retidos na malha fina do ano base de 2010 estão descobrindo agora, chamados para se explicar, é que a fiscalização do governo vai indo muito além dos recibos, notas fiscais e outros documentos.

"Se os gastos são muito elevados, a secretaria tem pedido inclusive cópias de extratos bancários ou de cheques que efetivamente mostrem o pagamento, a transferência de recursos do paciente ou do seu reponsável para a empresa ou o profissional", conta André Duarte, diretor da consultoria DeclareCerto IOB.  

Quando fica comprovado algum erro, o contribuinte paga uma multa de até 75% sobre a diferença devida.

Então, a partir de agora, é altamente recomendável redobrar os cuidados com a informação de valores e também guardar o máximo de comprovantes possível.  

"A Receita tem como objetivo coibir as fraudes e também promover a educação tributária da população. Quando alguém paga menos do que deveria, o custo sobra para toda a sociedade", diz Welinton Mota, diretor da consultoria contábil Confirp.

Escrito por Denyse Godoy às 12h36

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Acrescentar dependentes também permite pagar menos imposto de renda sobre o 13o. salário

Muitos contribuintes não sabem, mas o imposto de renda sobre o décimo terceiro salário é exclusivo e definitivo na fonte.

Ou seja, os valores recolhidos a mais não podem ser compensados na declaração periódica de ajuste, entregue à Receita Federal no ano seguinte, ao contrário do que acontece com os rendimentos mensais normais.

Daí a importância de, no final do ano, fazer uso de todos os descontos permitidos pela legislação. Quem os ignora não tem como recuperar o prejuízo depois.

As despesas deduzíveis do abono natalino são: as que dizem respeito a pensão alimentícia, aos dependentes, a contribuições para a previdência oficial (INSS) e depósitos em previdência privada –a parte quitada pelo trabalhador– e a parcela isenta referente a aposentadoria ou pensão.

O que o empregado deve fazer a fim de aproveitar ao máximo as vantagens garantidas pelas regras vigentes é, primeiro, alinhar e conferir com a empresa todos os descontos que serão lançados –afinal, a fonte pagadora é a responsável pelo cálculo e pelo repasse ao Leão dos valores devidos.

Os gastos familiares merecem atenção especial. 

"É facultado à mãe, por exemplo, incluir o marido e os filhos como seus dependentes ao longo dos meses, inclusive no décimo terceiro, e, na hora da efetiva prestação de contas anual, mudar essa opção", explica André Duarte, diretor da consultoria DeclareCerto IOB.

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Escrito por Denyse Godoy às 16h05

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Outra utilidade para a Nota Fiscal Paulista

O contribuinte do Estado de São Paulo que coloca o número do seu CPF nas notas fiscais referentes às suas compras recebe uma parte do imposto pago de volta e concorre a sorteios –em dezembro, os prêmios totalizam R$ 1,2 milhão.

Mas o programa criado pela Secretaria da Fazenda apresenta outra vantagem interessante.

No sistema da Nota Fiscal Paulista, além dos valores gastos e do cálculo dos créditos, dá para visualizar o cupom fiscal exatamente como emitido pelo estabelecimento comercial e imprimi-lo.

Aí, caso precise efetuar a troca de alguma mercadoria e não tenha guardado o documento, o consumidor pode lançar mão dessa cópia. A reprodução serve também quando a tinta da nota original sumiu --sim, a inscrição se apaga com o tempo.

Escrito por Denyse Godoy às 10h43

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Vale a pena usar o 13o. salário para adiantar parcelas do financiamento imobiliário?

Uma das dívidas que o trabalhador sempre pensa em amortizar com o seu décimo terceiro salário –segundo a matéria “Tudo azul”, na Folha de hoje, para assinantes– é o financiamento contratado para a aquisição da casa própria.

Sim, abater uma parte desse empréstimo é uma boa ideia, segundo os especialistas.

Essencialmente, para decidir, é preciso comparar os juros cobrados na operação de crédito com os pagos pelas aplicações financeiras.

Quem está pagando um imóvel comprado na planta ainda não finalizado pela construtora não tem nenhuma vantagem em adiantar parcelas porque, até a entrega das chaves, não há encargos.

Apenas se conseguiria diminuir um pouco o saldo devedor. Mas, então, deixando-se o dinheiro guardado em um produto de baixo risco, como um fundo de renda fixa ou um CDB (Certificado de Depósito Bancário), a diminuição, no momento de entrar na residência nova, seria bem maior.

Nos financiamentos de casas e apartamentos prontos, existe a possibilidade de o banco ou a incorporadora não oferecerem nenhum desconto para a antecipação –tal informação consta do contrato. Nesse caso, igualmente não é recomendado deduzir os montantes.       

Há famílias que preferiram mesmo assim quitar antes do vencimento as prestações dos próximos meses pela segurança de saber que as obrigações já estão cumpridas ou então porque o valor não está cabendo bem no orçamento.

Aí, é fundamental fazer uma análise mais cuidadosa da situação a fim de evitar problemas no futuro.

Quando o credor efetivamente concorda em deduzir os juros no adiantamento, a operação se dá de duas maneiras.

Ou retira-se as parcelas equivalentes do final do empréstimo –portanto, o montante a pagar mensalmente fica igual, com redução do prazo– ou do total diminui-se o valor do abatimento e efetua-se nova divisão, que resulta em prestações menores.  

"A taxa média do empréstimo imobiliário situa-se atualmente no nível de 10,5% ao ano, o equivalente a 0,84% ao mês. Esse é o desconto que se dá na amortização extraordinária", explica o matemático especialista em mercado financeiro José Dutra Vieira Sobrinho. "Colocado em alguma aplicação tradicional –que encontre-se ao alcance do pequeno investidor--, o dinheiro rende no máximo 0,6% ao mês, descontando tarifas e impostos."    

Ademais, na hipótese de eliminação de parcelas no final do financiamento, deixa-se de bancar ainda a parte do seguro obrigatório mensal atrelada a elas.

"Aos interessados em utilizar seu décimo terceiro dessa maneira, cabe também lembrar que, periodicamente, faculta-se ao empregado usar o seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para amortizar o crédito. Compensa, pois os rendimentos pagos por esse depósito são inferiores ao incidente no financiamento", diz Celso Petrucci, diretor do Secovi-SP, o sindicato das empresas do ramo da construção do Estado de São Paulo.

Como você pretende usar o seu décimo-terceiro: pagando dívidas, investindo ou gastando? Deixe um comentário! Sorriso

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+ ESPECIAL SOBRE O 13o. EM MERCADO

Escrito por Denyse Godoy às 00h09

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Leilão de jóias penhoradas na Caixa está na internet

Depois de uma experiência positiva em Porto Alegre (RS), a Caixa Econômica Federal está colocando no seu site, para leilão, joias penhoradas em mais três capitais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG).

Em dezembro, passam também a fazer parte do sistema de vitrine virtual, no endereço www.caixa.gov.br/vitrinedejoias, Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Vitória (ES).

O processo não é todo à distância, porém, o que acaba limitando a participação aos moradores das localidades próximas.   

No site, pode-se consultar o cronograma de abertura de operações e conhecer os lotes à venda, com fotos de diversos ângulos e zoom, atualizados diariamente. 

Para dar um lance, até a data limite informada no edital, o interessado –pessoa física ou jurídica, que não precisa ser cliente mas apenas estar em situação regular com a Receita Federal-- deve se cadastrar em qualquer agência do banco. 

De posse da senha fornecida, consegue fazer suas ofertas nos terminais de auto-atendimento da Caixa. A retirada do bem arrematado se dá na unidade que organizou a negociação.      

Os leilões não têm periodicidade exata para acontecer –dependem da acumulação de uma certa quantidade de itens.  

Não mudam as regras para quem penhorou as suas joias: é possível resgatar o patrimônio até o dia das sessões presenciais de vendas, as quais continuarão ocorrendo normalmente.

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+ MATÉRIAS NO BLOG

Escrito por Denyse Godoy às 12h46

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Sua restituição do Imposto de Renda ainda não saiu?

A Receita Federal liberou nesta manhã a consulta ao sexto lote das restituições do Imposto de Renda referente ao ano-base de 2010, entregues neste ano. O crédito dos valores se dará no próximo dia 16.

Em novembro, 1,155 milhão de contribuintes foram contemplados, totalizando 9,709 milhões em 2011. Do total de 24,370 milhões de declarações entregues, uma parte informa tributos a pagar e outra possui saldo zero. Por isso, não é possível dizer quantas restam a analisar.

Quem tem devolução a receber e não consta da lista que saiu hoje ainda pode estar no último lote, a ser divulgado em dezembro. É cedo, portanto, para achar que se ficou retido na malha fina –a relação de documentos cujos dados não batem e, por isso, serão avaliados mais profundamente pela Receita.

No entanto, recomenda-se checar, no próprio sistema (no eCAC, centro virtual de atendimento, com cadastro no endereço http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaFisica/NovoExtratoPF.htm), se pendências já foram apontadas. Como o procedimento é informatizado, no primeiro cruzamento automático de informações as inconsistências aparecem no extrato da declaração.

A inscrição “em processamento” significa que o documento está sendo examinado. Só resta aguardar.

Caso haja alerta de problemas, o contribuinte deve conferir o seu relato com os comprovantes, efetuar as correções necessárias e enviar uma retificação pela internet. Mesmo assim, não se garante que a restituição será autorizada ainda neste ano.  

Não existindo detalhes acerca do eventual erro, é permitido ao interessado procurar um posto de atendimento da Receita Federal para discutir o assunto. O agendamento é realizado no site.

Os lotes de reembolso dos que efetivamente caírem na malha fina começam a sair em janeiro, após conferência dos dados pela secretaria, que pode convocar o contribuinte para prestar esclarecimentos.

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Escrito por Denyse Godoy às 11h49

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Com dólar menos instável, turista já planeja melhor viagem ao exterior

Depois de dar um susto em setembro, quando chegou a subir perto de 20% e ultrapassar R$ 1,90, o dólar comercial –que serve de parâmetro para o turismo-- voltou a recuar e, desde meados de outubro, está oscilando entre R$ 1,65 e R$ 1,75. Segundo os especialistas, a moeda americana deve continuar nesse patamar até o início de 2012, pelo menos. "A instabilidade arrefeceu", diz Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK.

Essa perspectiva de variações menores traz um certo alívio para quem pretende viajar ao exterior nas próximas férias, pois o planejamento das despesas ficou mais fácil.

A estratégia para a compra de moeda em espécie ou de cartões pré-pagos e traveller checks continua a mesma: repartir o montante total que se pretende desembolsar pelas semanas ou meses que restam até a partida e ir adquirindo as divisas aos poucos. Dessa maneira, ao final, obtém-se uma cotação média razoável.

"Além de diluir o risco cambial, o turista consegue dividir os gastos, não precisa despender toda a quantia de uma vez só", ensina Felipe Pellegrini, gerente da mesa de operações do Banco Confidence. Esperar o décimo terceiro salário não é uma boa ideia, portanto.    

A diminuição da volatilidade do dólar também reduz a desvantagem de usar o cartão de crédito neste momento de incerteza: baixou a chance de, na volta do exterior, deparar-se com uma fatura muito fora do previsto. 

Não que seja impossível o recrudescimento da crise.

As turbulências na Europa encontram-se muito longe do fim. A situação da Grécia foi remediada, aí a Itália foi para a berlinda, e outras nações como Espanha, Portugal e Irlanda ainda preocupam.  

No caso de algum desastre como a quebra de uma instituição financeira, a tensão no mercado, agora contida, explodiria, fazendo a moeda americana se valorizar ante o real. "Do outro lado, o Banco Central brasileiro tem armas muito potentes para impedir que as cotações vão às alturas", pondera Pellegrini. E as principais lideranças mundiais deram sinais de que não medirão esforços para evitar o caos. 

"Os movimentos da divisa se darão, assim, ao sabor das notícias internacionais que saírem, incluindo as que dizem respeito à economia dos Estados Unidos", completa Tavares.

Escrito por Denyse Godoy às 18h18

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Com aumentos de impostos, brasileiro deve pagar R$ 1,5 trilhão ao governo neste ano

Na noite do próximo domingo, o volume de taxas que o brasileiro paga aos governos municipal, estadual e federal deve chegar a R$ 1,2 trilhão, segundo o Impostômetro.

A ferramenta, criada em 2005 por associações comerciais do Estado de São Paulo e pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), só atingiu essa marca, no ano passado, em 14 de dezembro.

Ao final de 2011, o montante total recolhido estará perto de R$ 1,5 trilhão, pelas contas das entidades, o que significaria 18,1% mais do que em 2010.

"O crescimento econômico explica parte do aumento, mas o grande salto se deu pela elevação de várias alíquotas, como a do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre compras com cartão de crédito no exterior", diz Fernando Steinbruch, diretor do IBPT e especialista em tributos do "think tank" (centro de estudos) Instituto Millenium. 

Segundo as suas estimativas, a carga total deve subir, neste ano, um ponto percentual em relação aos 35,13% do PIB (Produto Interno Bruto) registrados no passado. "Na última década, a arrecadação tributária subiu 269,34%, contra um avanço de 212,32% na economia", afirma Steinbruch. "Essa diferença significa, na prática, uma transferência de renda da população para o governo, já que os serviços públicos não mostram melhora."

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Escrito por Denyse Godoy às 21h25

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denysegodoy Elaborado pela jornalista Denyse Godoy, o blog trata da economia da vida real.


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